
Contexto
Uma empresa nigeriana firmou com uma empresa de Tianjin um contrato de compra de fenol sintético industrial, estipulando que o índice de cor não poderia passar de 10 Hazen. No embarque, o embarcador e o transportador lacraram juntos uma amostra, que viajou com a carga como base para a inspeção no destino. Na chegada, a inspeção revelou mudança de cor em dois dos três porões; após a mistura nos tanques em terra, o índice geral chegou a 12 Hazen — muito acima dos 5 Hazen anteriores ao embarque. A empresa nigeriana recusou a mercadoria.
Disputa
A empresa de Tianjin confiou o caso à SuitWin Recovery. O Tribunal Marítimo de Tianjin entendeu que, embora as normas nacionais não imponham exigência obrigatória sobre o índice de cor, as partes podem pactuá-lo — e o contrato o limitava expressamente a 10 Hazen. A amostra lacrada no embarque foi prova decisiva, mostrando que a cor mudou durante a custódia do transportador e ultrapassou o limite após a mistura.
Resultado
O tribunal condenou a companhia de navegação a pagar RMB 2,37 milhões à empresa de Tianjin.